Brincando de Escrever


Professores X Mestres

Hoje foi a última aula que tivemos com o professor Pedro Menezes, senti um misto de tristeza e alegria. Alegria pelo fim de um semestre que apesar de tremendamente produtivo, também me cansou bastante. Tristeza por saber que seria a última aula de um professor tão genial, que tanto nos instigou a pensar.

Depois da aula, fui trabalhar e fiquei a pensar como a profissão de professor pode variar de magnificente a medíocre, nada que difira das outras profissões, só que nesse caso, um professor medíocre cria outros seres medíocres em escala aritmética.

As aulas proferidas pelo professor Pedro ficarão marcadas em minha memória como os dias da semana em que meu cérebro fervilhava, idéias surgiam, Sócrates, Platão, Aristóteles, Sto. Agostinho, Rousseau, Kelsen, Weber, Maquiavel iam e vinham em minha cabeça e eu percebia o quão pouco sei e quanto necessito aprender.

Por outro lado, um dia desses ao passar em frente a uma sala de quarta série na Escola em que trabalho, ouvi uma professora ensinando seus alunos que o pedreiro usava "tejólos" para construir uma casa. Deprimente.

São dois opostos, numa ponta os profesores geniais, com métodos eumáticos, que incitam seus alunos a pensarem por si; na outra, os professores que se limitam a ter um curso dito superior e e ensinam ao molde da escola velha, exigindo do aluno absorver o máximo de informações para obter notas quantitativas sem produzir conhecimento.

É um tanto utópico, mas nos concursos públicos da educação, sobretudo para os anos iniciais da escola, deveria haver algum dispositivo que detectasse vocação e competência, talvez assim teríamos mais Pedros nas salas de aula e os alunos aprenderiam que é com tijolos (e não "tejólos") de conhecimento que se forma o alicerce do pensar.

Valeu professor Pedro!



Escrito por Adalcindo às 18h41
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Meu nome é Adalcindo E. M. Leal, sou funcionário público municipal de Palmas, trabalho na Escola Thiago Barbosa na região sul da cidade. Venho, em meu nome e em nome de todos os que não têm a mesma coragem, externar meu profundo descontentamento com o decreto nº 47 de 13 de abril de 2007, e o extratosférico aumento salarial de 3,5% ambos estabelecidos pelo senhor prefeito de Palmas, Raul Filho.

O decreto reza sobre uma suposta contenção de gastos, onde no Artigo 3º diz: Ficam suspensos, pelo prazo de 90 (noventa) dias, os pagamentos de diferenças salariais a qualquer título. Ora! Como pode uma instituição que se diz séria determinar tamanho disparate?

Nós da Escola Thiago Barbosa fomos diretamente atingidos por esse acidente disfarçado de decreto. Temos funcionários que trabalham oito horas/dia e estão recebendo quatro horas/dia desde janeiro e não vão, como diz claramente o documento, receber tão cedo o que lhes é de direito.

Fico a pensar onde estão indo parar os excessivos gastos que geraram a necessidade do documento citado, observando-se os fatos de que a saúde pública está como está, que nossa escola que (como outras tantas)  não recebia verba desde janeiro, até poucos dias não tinha sequer material de limpeza, o fato que minha rua não tem mais asfalto e está escura, que os funcionários da educação, ludibriados com um Plano de Cargo e Carreira que foi amplamente divulgado mas nunca saiu da gaveta, foram compelidos a aguardar boa vontade por parte da prefeitura em quitar as berrantes diferenças salariais. Sendo assim, qual seria o real motivo da suposta contenção de gastos?

Sinceramente, o mínimo que nós funcionários públicos merecemos, é respeito na forma de uma justificativa plausível ao invés de um decreto ditatorial negando aquilo que adquirimos com responsabilidade, competência e dedicação ao que fazemos.

Quanto ao aumento de 3.5%, todos estão igualmente insatisfeitos, o que só não foi notado publicamente devido aos sindicatos fajutos que não representam suas categorias, corrompidos pelo poder público.

Tudo isso deve ser reflexo do chapéu de bobo da corte com o qual Raul e o PT nos presenteou na ocasião de sua posse.



Escrito por Adalcindo às 10h17
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Brasilidades - A Batalha

Não sei se é intrínseco do ser humano ou simplesmente dos brasileiros ser patético.

A moda agora é odiar os EUA e Bush, mas é fato que a esmagadora maioria sequer sabe porque odeia mortalmente os Estados Unidos e seu presidente. Talvez seja inveja, talvez seja frustração por não poder ser uma nação à altura dos Americanos, quem sabe...

Nossos problemas não são causados por eles, (pelo menos 99% não), nossos problemas são causados por nós, FORAM causados por nós ano passado, no dia 1º de outubro, nas eleições.

Me pergunto porque eu nunca vi um protesto desta magnitude contra a podridão em Brasília, contra a violência e o João Hélio? se lembra? a maioria não.

Esse nosso Paraíso Tropical não é uma maravilha?



Escrito por Adalcindo às 08h22
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Brasilidades II

  A política anda tão patética que recuso-me a escrever sobre o tema.
  O caso João Hélio tirou do fundo do baú uma revolta que há muito eu não via. Fica a pergunta, até quando a revolta durará?

  Não posso negar, minha opinião é pessimista, porém também é cruelmente realista, no máximo em 10 dias, passados o carnaval e mais um "emocionante" paredão do BBB 7, ninguém mais lembrará disto, afinal de contas foi o filho daquela mulher, e não o meu, ou o seu. Correto? Não, não está.

  Mais uma vez os brasileiros colocarão em prática sua infalível amnésia contra os problemas deste país. Encherá suas cabeças com as músicas poéticas do carnaval e as esvaziará do que realmente importa. Sua própria vida, a vida do país.

  Achei totalmente apropriado o título da capa da Veja, "arrastado por quatro bairros do Rio de Janeiro, morto, destroçado por bandidos e mais uma vez...NÃO VAMOS FAZER NADA?"

  Torço para que eu esteja errado.



Escrito por Adalcindo às 09h05
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BEM QUE A MODA PODIA PEGAR:

DEPUTADO  É ESFAQUEADO NA BAHIA



Escrito por Adalcindo às 08h02
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BRASILIDADES

TEXTO DE ALEXANDRE GARCIA

Quando fiquei preso pela segunda vez dentro de um avião na pista, por mais de duas horas, me senti preso também a um país atrasado, que não sabe planejar, que é irresponsável consigo mesmo e que enterra o seu futuro. Desde que nasci, ouço falar em "Brasil, País do Futuro". O futuro chega para países que estavam arrasados por guerras, como Coréia do Sul, Japão, Alemanha, Vietnã, e todos eles nos passam, enquanto ficamos repetindo os mesmos erros.

Outro dia, um jurista me disse que não adianta o futuro governador do Rio tentar vencer a insegurança pública como Nova lorque, pelo "tolerância zero", porque nossa cultura não comporta cumprimento rígido da lei. Aqui tudo é flexível, a moral, a lei, o caráter. E, por causa disso, somos infelizes e não sabemos. Graças à nossa santa ignorância e à nossa pobreza, não viajamos e não sabemos como o mundo é diferente, organizado, urbanizado, civilizado, legalizado e..feliz.

Aquela piada de que Deus fez um país com todo o tipo de riqueza e de beleza mas, para compensar, pôs nele um "povinho", é uma verdadeira confissão do que vai por dentro de nós mesmos. Sabemos que somos assim e não temos ânimo, cultura ou competência para mudarmos. Somos um país grande com cabeças pequenas. Talvez, se fôssemos um país pequeno, teríamos a necessidade de ter cabeças grandes. Agora mesmo nosso presidente se reelege com 58 milhões de votos, mas nem passa pela cabeça dele aproveitar o endosso desses 61% de eleitores identificados com ele, para entusiasmar o país em busca do tão anunciado crescimento. Como se sabe, apenas ganhamos do Haiti em crescimento na América Latina.

Agora descobrimos que nossas aerovias são inseguras. Já sabíamos disso sobre nossas rodovias. Não temos sequer o direito de ir-e-vir liberado de riscos. Sair pelas ruas de nossas cidades já é arriscado. Ficar em nossas casas, sem grades e alarmes, inseguro também. E a maioria de nós pensa que o mundo é assim. Não é. Nós é que somos assim.

Nossos políticos são o reflexo dos eleitores que os elegem. E a impunidade dos corruptos no serviço público é a mesma que queremos para nós mesmos, quando infringimos as leis do trânsito e sonegamos o Imposto de Renda. Vemos Jader Barbalho, José Sarney e Renan Calheiros negociando o poder com o petista presidente da República e isso não nos escandaliza, como não nos escandaliza saber que um ex-presidente reelegeu-se senador pelo Amapá, onde não mora.

E já ouvimos sugestões estapafúrdias, como "flexibilizar" a Lei de Responsabilidade Fiscal- a melhor lei já produzida nos últimos anos. "Flexibilizar" é um neologismo para não dizer "amolecer". Uma vergonha!

Também querem prorrogar a CPMF que era provisória e onera as poupanças que são aplicadas em banco, no país que precisa de poupança interna para crescer. E não onera pouco: são mais de R$ 30 bilhões retirados, por ano, das poupanças de pessoas físicas e jurídicas. Tudo para sustentar um estado pesado, inefíciente, gastador, que não presta bons serviços públicos. E nós ficamos passivos diante de tudo isso. Cidadãos de segunda classe, num país que tem potencial para ser primeiríssima classe.



Escrito por Adalcindo às 08h30
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NOTÍCIA DA SEMANA:

ONU Descobre que Brasil é rota de tráfico internacional de mulheres...

A ONU está se firmando como um órgão super competente em concluir coisas óbvias, não acha?



Escrito por Adalcindo às 14h25
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Governo, Mídia e Patetice

 

Governo, Mídia e Patetice 

Lula? Alckmin? Garotinho? Enéas?! Não, ao passo que as coisas vão, o próximo governante do Brasil será um tal de "Marcola" ou "Beira-Mar", dos Partidos PCC e FARC, respectivamente.
O estado brasileiro mostrou o patamar de incopetência em que se encontra, não é capaz de se mostrar soberano nem perante criminosos, precisou se humilhar para poder manter a ordem e disfarçar o caos que havia sido estabelecido no sudoeste. Nossa constituição diz que as forças armadas só podem agir em casos em que seja claro que existe poder paralelo ao do estado, mais claro é impossível.
O crime organizado decide a vida em SP, se haverá aulas, se haverá trânsito, se o cidadão poderá trabalhar ou não, seria impensável uma cidade de aproximadamente 17 milhões de habitantes parar, como aconteceu esta semana. Um caos sem precedentes, ônibus queimando, bancos e órgãos públicos depredados, pessoas em pânico, pessoas inocentes morrendo, esta foi a situação considerada sob controle pelo governo de São Paulo em meio ao pandemonio protagonizado pelos chefões do crime.
Tudo começou quando o tal "Marcola" foi transferido para um presídio de segurança máxima, o estado simplesmente ruiu. Pense comigo, os bandidos têm direito de escolher ir para onde for mais fácil comandar seu bando e o cidadão tem de ficar preso em casa, sem poder sequer ir trabalhar para ganhar seus míseros R$ 350,00? Tem alguma coisa errada neste país.
Enquanto o Brasil não for enérgico ao extremo com estas corjas, de nada adianta prender e os bandidos continuarem comandando de dentro dos presídios, veja alguns fatos, Foram 183 ataques, 81 pessoas mortas (a maioria policiais), 531 reféns, Em Mato Grosso do Sul, um preso foi decapitado e sua cabeça exibida como troféu, em todos os presídios reféns eram pendurados pelas pernas e ameaçados ser jogados dos telhados. Tudo isto em menos de uma semana, já superamos o Oriente Médio.
O que me espanta, vendo todas essas atrocidades, as pessoas vêem filmes da linha de Carandiru e babam de pena dos "pobres criminosos" cruelmente assassinados pelos "impiedosos policiais sanguinários". Daqui a alguns anos, deverá sair um filme deste tipo retratando a vida penosa dos criminosos rebelados do dia 13 de março, mostranto como eles foram maltratados pelos policiais, estes sim, malvados e sanguinários e que tanto mal fazem ao país.

 Viva o Brasil!


Escrito por Adalcindo às 09h47
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O racismo é tanto (!) (?)
 
Seria muita hipocrisia dizer que somos o país menos racista do mundo ou que racismo já não faz parte de nossa cultura, é mentira, existe sim e está presente em muitos casos. Mas o racismo tem sido combatido, até certo ponto com sucesso. O que me espanta, é a forma como a mídia insiste em tentar provar que o racismo é grande, enorme, descontrolado, e que a população  negra é coitada, que merece pena por ainda ser tão enormemente injustiçada.

É impossível esquecer nosso vergonhoso passado, mas o racismo tem sido substituído por uma seleção mais justa e que em raríssimos casos pode ser qualificada como tal, hoje as oportunidades são iguais, seja qual for a cor da pele, o que irá diferenciar será a garra, a vontade e determinação com que cada um correrá atrás de seu objetivo.

Até o momento em que terminei de escrever isto, não havia sido provada nenhuma inferioridade de certa pessoa em relação a outra que fosse relacionada à cor da pele, todos têm indiscutível capacidade, mas muitos preferem ser mimados e considerados, como disse antes, coitados.

Já faz algum tempo, perdendo meu tempo vendo Televisão,  vi uma matéria que quase me fez jogar a TV pela janela, tamanha a mediocridade da mesma, colocaram duas pessoas, um era o cantor Jair Rodrigues (Negro) e um Homem Branco ambos acenaram ao mesmo tempo para um táxi, que parou para o homem branco, mas havia um detalhe, o homem branco estava vestido de terno e com uma valise na mão, já o cantor Jair Rodrigues estava com calças e camisetas largas, boné saindo de um capus que tapava seu rosto, enfim, vestido como um marginal, e era o fim do teste, aí vem o "conceituadíssimo" SBT questionar o taxista o porque de ele não ter parado para o negro, sinceramente...

O racismo é uma das piores faces da ignorância humana, deve ser combatido até ser definitivamente extinto, mas uma forma de se combater também é mostrar que está diminuindo, o contrário do que a mídia faz.



Escrito por Adalcindo às 06h46
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Crianças do Brasil

A algum tempo, ao ler o jornal local, choquei-me com duas notícias: Dois casos de estupro, que apesar de já se configurarem horrendos, existiram ainda dois agravantes, foram cometidos contra crianças e por crianças.

O primeiro caso aconteceu em Araguaína, no norte do estado, dois garotos, um de 17 e outro de 16 anos contra uma criança de 11, o outro aconteceu em Goianorte, Noroeste do estado, uma criança de 12 anos contra outra de apenas 3. Ambos aconteceram em bairros pobres.

A primeira reação do público varia muito, de palavras de raiva a caras de desaprovação, mas poucos são capazes de ver que no fundo, fazem parte da real causa de atos tão repugnantes.

Temos hoje uma sociedade cujo maior objeto de culto é a sexualidade exacerbada, sem medidas. Tem-se muita liberdade e nenhuma consciência, o grande público (leia-se povo), que não tem o mínimo senso crítico, tirou o sexo das quatro paredes e levou para o meio da rua, para suas músicas preferidas, para seus programas de televisão favoritos, de forma escancarada, expondo as crianças a um comportamento sexuado desde que aprendem as primeiras palavras.

Se nem os adultos conseguem lidar com tanta liberdade, (vide os números de casos de AIDS, bebês jogados em lagoas, etc) imagine as crianças que crescem neste meio, rodeados de sexo por todos os lados e sem orientação, formam-se aberrações precocemente sexuadas capazes de cometer atrocidades para descobrir o prazer que os adultos, seus pais, irmãos, irmãs, primos e primas, fazem tanta questão de expor publicamente, sem a preocupação de mostrar o outro lado. O lado das responsabilidades e conseqüências. Desta forma, cria-se então nas crianças a falsa ilusão do prazer sem culpa, da curiosidade, da vontade de experimentar aquilo que todos em volta fazem questão de mostrar que é algo transcendente a qualquer outra forma de prazer.

Temo muito o futuro deste país, se não aprendermos a administrar a liberdade que conquistamos, continuaremos sendo este país mediano que não consegue sequer orientar suas crianças pelo caminho da real liberdade, a de pensamento, mas com consciência.
Não é moralismo, apenas verificação do que é evidente e que poucos se propõem a ver e/ou mudar.



Escrito por Adalcindo às 01h17
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