Professores X Mestres

Hoje foi a última aula que tivemos com o professor Pedro Menezes, senti um misto de tristeza e alegria. Alegria pelo fim de um semestre que apesar de tremendamente produtivo, também me cansou bastante. Tristeza por saber que seria a última aula de um professor tão genial, que tanto nos instigou a pensar.
Depois da aula, fui trabalhar e fiquei a pensar como a profissão de professor pode variar de magnificente a medíocre, nada que difira das outras profissões, só que nesse caso, um professor medíocre cria outros seres medíocres em escala aritmética.
As aulas proferidas pelo professor Pedro ficarão marcadas em minha memória como os dias da semana em que meu cérebro fervilhava, idéias surgiam, Sócrates, Platão, Aristóteles, Sto. Agostinho, Rousseau, Kelsen, Weber, Maquiavel iam e vinham em minha cabeça e eu percebia o quão pouco sei e quanto necessito aprender.
Por outro lado, um dia desses ao passar em frente a uma sala de quarta série na Escola em que trabalho, ouvi uma professora ensinando seus alunos que o pedreiro usava "tejólos" para construir uma casa. Deprimente.
São dois opostos, numa ponta os profesores geniais, com métodos eumáticos, que incitam seus alunos a pensarem por si; na outra, os professores que se limitam a ter um curso dito superior e e ensinam ao molde da escola velha, exigindo do aluno absorver o máximo de informações para obter notas quantitativas sem produzir conhecimento.
É um tanto utópico, mas nos concursos públicos da educação, sobretudo para os anos iniciais da escola, deveria haver algum dispositivo que detectasse vocação e competência, talvez assim teríamos mais Pedros nas salas de aula e os alunos aprenderiam que é com tijolos (e não "tejólos") de conhecimento que se forma o alicerce do pensar.
Valeu professor Pedro!
Escrito por Adalcindo às 18h41
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